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3.3.2019

O Carnaval nas Cidades Brasileiras

Neste carnaval nós do Colab resolvemos perguntar para os cidadãos como eles vão fazer para curtir esse evento e colaborar com a cidade. Vamos ver o que a galera respondeu!

Estamos naquela época do ano em que você pega o transporte público ao lado de uma pessoa vestida de anjo, outra de fada, um personagem de desenho animado e encontra glitter e confetes em praticamente qualquer lugar.  Sim, estamos falando dele que é esperado desde o natal: o carnaval.

E neste carnaval nós do Colab resolvemos perguntar para os cidadãos como eles vão fazer para curtir esse evento e colaborar com a cidade. Vamos ver o que a galera respondeu!

Quem Respondeu?

Nossa pesquisa teve mais de dois mil respondentes até o momento, sendo que a maioria foram homens com ensino superior completo.  A maior parte dos respondentes era do estado de São Paulo, sendo Santo André a cidade que mais participou. Outras cidades que se destacaram pelos participantes foram São Paulo, Niterói, Teresina e Recife.

Cidades onde moram os respondentes da pesquisa

Quase metade dos nossos respondentes (40.6%), disseram que vão passar o carnaval em suas cidades e pretendem usar o carro (30.2%), transporte compartilhado como Uber e táxi (24.4%) ou transporte público (24.2%) para se locomoverem nos dias de folia para aproveitar as atividades de carnaval.

Gráfico com as porcentagens de respostas

Colaboração dos Foliões

Como no Colab prezamos pela colaboração, a última pergunta do nosso questionário era para saber quais ações o pessoal estava disposto ou pretendia fazer para colaborar com um carnaval melhor.

Dentre as opções disponíveis, as mais escolhidas foram: descartar o lixo exclusivamente em lixeiras e lugares adequados, levar o próprio copo/caneca reutilizável, reduzir o volume de lixo gerado por mim e não dirigir após ter ingerido bebidas alcoólicas.

Outras opções eram promover um carnaval com maior respeito e diversidade, não desperdiçar bebidas e alimentos, priorizar os meios de transporte coletivos, corrigir os colegas que tenham comportamentos inadequados e usar glitter e/ou serpentina ecológicos.

Podemos perceber que mesmo que não seja a primeira opção, o uso do transporte coletivo ainda é o queridinho de muitos foliões para esse carnaval.

Outro ponto importante para destacar é a consciência sobre a limpeza das vias públicas, já que os respondentes apontaram a diminuição de lixo e uso de copos reutilizáveis como ações que pretendem realizar.

O carnaval é conhecido por ser “tempo de festa”, mas é importante festejar de maneira consciente, respeitando ao próximo e a sua cidade.Quer contribuir para a nossa pesquisa? Então acesse o nossa plataforma e responda a consulta “Você vai pular carnaval?”, ela vai ficar disponível até o dia 5 de março de 2019.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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