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17.7.2019

O Pensamento Enxuto para o Setor Público

Neste artigo queremos falar do pensamento enxuto para o setor público e como ele pode ajudar na hora de experimentar ideias.

O setor público é conhecido por ser mais tradicional e burocrático. Para muitos, uma boa palavra para descrevê-lo é conservador.

Contudo, as mudanças exponenciais pelas quais a sociedade está passando obrigam que todas as empresas, inclusive o setor público, larguem seus costumes conservadores e se atualizem para trazer inovações que deixem seus serviços mais práticos e eficazes.

Nesse cenário surgem as startups, empresas criadas para crescer rapidamente e se adaptar aos desafios do mercado, e com elas também temos o surgimento de um novo tipo de pensamento que deve ser adotado por empresários e gestores: o pensamento enxuto.

Por esse motivo, queremos falar do pensamento enxuto para o setor público e como ele pode ajudar na hora de experimentar ideias.

Erre rápido e aprenda mais rápido ainda

A metodologia enxuta usada pelas startups busca acelerar o ciclo de desenvolvimento do produto, experimentando várias ideias através do MVP (Minimum Viable Product, a versão mais simples do produto a ser desenvolvido) e eliminando as que não estão dando os resultados desejados.

Dentro do setor público, esse pensamento pode ser usado para testar novas políticas e ações que interferem na vida da população. Através de pequenos testes é possível verificar a reação das pessoas sobre as mudanças propostas e se são viáveis ou não.

Uma das três atitudes que os gestores devem ter para implementar uma gestão pública colaborativa é ser flexível e enxuto, isso significa que o gestor deve ter o pensamento da startup e testar através de coisas simples suas propostas para entender se aquela solução é a correta para aquele problema antes de implementar.

Sabemos que a gestão pública tem muitos problemas, mas também tem muita gente boa lá dentro tentando ser melhor.

Pensando nisso, gravamos o webinar 3 Atitudes para Implementar a Gestão Pública Colaborativa com a participação do Gustavo Maia (CEO do Colab) e da Dalila Ramalho (Coordenadora de Operações) para conversar sobre os desafios encarados ao implementar inovações no governo.

Se você quiser saber mais, pode se cadastrar e conferir esse conteúdo gratuito clicando aqui.Para acompanhar as mudanças, precisamos nos atualizar. E você, está se atualizando?

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária metida a escritora que gosta de falar sobre criatividade na gestão pública e é uma grande amante dos pães de queijo.