100%
5.10.2018

O que o Colab tem a contribuir com a discussão de Comunicação Legislativa e Cidadania?

O Colab foi convidado para participar do IV Seminário de Comunicação Legislativa e Cidadania, promovido pela Assembléia Legislativa do Pernambuco. Confira os temas que foram abordados nesse evento!

O Colab foi convidado para participar do IV Seminário de Comunicação Legislativa e Cidadania, promovido pela Assembléia Legislativa do Pernambuco no dia 17 de Agosto.

O Seminário acontece anualmente e tem como objetivo fortalecer o diálogo entre a Assembléia e a Sociedade. Com o auditório quase completo, a Luiza, do time do Colab, participou do painel da tarde, que tinha por objetivo expor boas práticas de comunicação pública e empoderamento popular e discutir com o público e a mesa do painel temas como, por exemplo, as estratégias usadas pelas organizações para gerar engajamento e estimular a participação dos cidadãos.

Luiza do time do Colab dividiu a mesa com (da esquerda para direita) Ana Veloso, professora da Universidade Federal de Pernambuco, Andréa Corradini, Assessora de Comunicação do Ministério Público de Pernambuco; o mediador da mesa, André Zahar, da Assembleia Legislativa de Pernambuco; Ricardo Brazileiro, do Centro Cultural Côco de Umbigada; e Luiza Barbosa, do Colab.
Luiza do time do Colab dividiu a mesa com (da esquerda para direita) Ana Veloso, professora da Universidade Federal de Pernambuco, Andréa Corradini, Assessora de Comunicação do Ministério Público de Pernambuco; o mediador da mesa, André Zahar, da Assembleia Legislativa de Pernambuco; Ricardo Brazileiro, do Centro Cultural Côco de Umbigada; e Luiza Barbosa, do Colab.

"Foi um prazer imenso termos sido escolhidos para compartilhar o caso do Colab como uma boa prática reconhecida pela ALEPE", Luiza nos contou super animada quando chegou de Recife no escritório. "Dividir a mesa com outras organizações tão importantes, como o próprio Ministério Público do estado de Pernambuco, tornou a experiência ainda mais singular".

QUAIS FORAM AS PRINCIPAIS QUESTÕES LEVANTADAS DURANTE O PAINEL?

Além das perguntas do público que estava no evento, as perguntas variaram entre temáticas como:

  • Estratégias de divulgação usadas pelas organizações que estavam na mesa para tornar o produto mais atraente para o público, gerar engajamento e estimular a participação.
  • O papel do Controle Social sobre as iniciativas que estavam participando do painel.
  • O grau de importância das parcerias com entidades públicas e entidades da sociedade civil para garantir repercussão das iniciativas.
  • Compartilhamento de boas práticas para incentivar que a população se aproprie do direito à comunicação.

Nossa vontade é reproduzir aqui tudo o que conversamos com o público do evento sobre os temas, mas no post de hoje vamos focar em apenas um deles. (Se você quiser saber mais detalhes, é só mandar um e-mail para nós no contato@colab.re que a Luiza pode contar pessoalmente pra você!)

O tema que nós queremos trazer nesse texto é o terceiro da lista acima, sobre a importância das parcerias com entidades públicas. Porque, na verdade, a resposta dela é muito simples: 100%!

Para uma organização que trabalha pela e para a gestão colaborativa como o Colab, é muito importante priorizar a colaboração com organizações públicas, gestores públicos, empresas, mídia, dentre muitas outras, em todas as suas áreas de atuação.

Um grande exemplo recente disso é a parceria que o Colab firmou com o ONU Habitat. O ONU-Habitat pede aos brasileiros e brasileiras, por meio do Colab, que comparem a vida urbana de hoje com a de dois anos atrás.

Quem participar deverá indicar se concorda ou discorda de afirmações como "O acesso a transportes públicos seguros, acessíveis e sustentáveis na cidade onde moro está melhorando"; "A qualidade da gestão de resíduos (coleta de lixo e materiais recicláveis) na cidade em que moro está aumentando"; e "​Na cidade em que vivo há possibilidade de os cidadãos participarem do planejamento urbano local e da gestão local"​ .

Para saber mais sobre essa parceria tão importante para nós e para as cidades brasileiras, clique aqui.

Até a próxima!

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

Sobre o autor

Somos a rede social para cidadania e a ponte entre você e o governo. Eleitos o melhor app urbano do mundo.