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15.6.2015

Os 4 problemas urbanos mais exóticos do mundo!

Quais são os problemas urbanos mais exóticos do mundo? Listamos alguns problemas que as grandes metrópoles enfrentam. Confira!

Trânsito parado, transbordamento de rios e enxurradas. Tudo isso são problemas urbanos muito comuns, mas há outros problemas que algumas cidades enfrentam que parecem tirados de um filme de ficção cientifica. Bueiros explosivos e torneiras de fogo são algumas delas.

E é bom saber exatamente onde é que cada problema bizarro deste acontece para que você possa passar bem longe! Vem ver.

Bueiros explosivos no Rio

Com certeza, você já deve ter lido alguma notícia sobre um bueiro que explodiu no Rio de Janeiro. O que pode ser uma notícia bizarra para muitos, para os cariocas é algo bem comum. Só em 2010, a cidade registrou 27 explosões, e no ano passado uma manchete ganhou as redes sociais contando que mais um bueiro havia explodido.

Isso é um problema urbano pouco comum, mas muito real. Os bueiros explodem por causa da falta de planejamento urbano do subsolo da cidade. Abaixo do asfalto, correm diversas redes de eletricidade, encanamento, água, e cada uma delas é desenvolvida e mantida por uma empresa. O resultado? Um grande caos de redes que quase nunca ganham uma manutenção e colocam em risco os pedestres do Rio.

O último bueiro que explodiu na cidade foi em janeiro deste ano e a causa foi a fiação elétrica em curto que explodiu e impactou o bueiro. Portanto, quando você for ao Rio, olhe bem por onde você pisa!

Torneiras de fogo nos Estados Unidos

É isso mesmo que você leu: torneiras que ao invés de liberarem água, liberam fogo. Parece um novo produto de algum empreendedor inovador, mas na verdade é um problema urbano causado pelas redes de gás norte americanas. Mas como exatamente uma torneira de água pode pegar fogo? Isso acontece devido a extração do gás xisto que é altamente inflamável. Nos Estados Unidos, a extração é feito por petroleiras que usam um processo bastante controverso chamado “faturamento hidráulico”.

O processo utiliza muita água, produtos químicos e detonações subterrâneas para que seja possível extrair o gás que fica preso em camadas muito profundas da terra. Isso acarreta a sérias contaminações dos lençóis freáticos, que por consequência, contaminam a água que chega pela torneira das casas. Por isso elas podem pegar fogo.

Se você for para os Estados Unidos, tenha cuidado na hora de abrir a torneira ou até mesmo o chuveiro. Você não vai querer estragar suas férias de um jeito tão bizarro!

Buracos de fumaça em Nova York

Quem já visitou a grande cidade norte americana, deve ter notado a fumaça branca que sai constantemente de buracos nas ruas e bueiros. Este fato curioso não tem nenhuma relação com as torneiras de fogo, mas ainda sim é um problema bizarro da cidade.

A fumaça vem do sistema de aquecimento da cidade. Nova York, como você já deve saber, é uma cidade muito fria e que sobrevive com um forte sistema de aquecimento que é distribuído pelo subsolo. A fumaça, então, é apenas vapor de água quente saindo. É preciso apenas tomar cuidado para que a fumaça não saia em pontos da rua que podem atrapalhar a visão dos motoristas. E, claro, tome cuidado para você não se queimar ao atravessar uma desta nuvens de fumaça. Elas podem estar bem quentes!

Chuva de aranhas no Paraná

Se você corre de uma chuva assim que ela começa, imagina o que você faria se caísse do céu aranhas e não água. Isso aconteceu de verdade no estado do Paraná em 2013. O fenômeno das aranhas que caiam do céu tem explicação na biologia.Segundo uma bióloga, as aranhas são do tipo Anelosimus Eximius, encontradas nos estados do Paraná e São Paulo, conhecidas como aranhas sociais. Como o nome já diz, elas vivem em comunidade e trabalham juntas. Elas ficam em árvores tecendo teias para pegar presas e de vez em quando atacam em conjunto. Foi isso que aconteceu. Elas simplesmente caíram do céu em uma chuva bizarra de ataque. Apesar do susto, ninguém foi seriamente ferido.

Você conhece algum problema exótico que acontece ou já aconteceu em alguma cidade? Pode até ser a sua. Então venha contar para nós através dos comentários!

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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