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28.1.2019

Os 5 Desafios da gestão pública eficiente

Confira a nossa lista com os 5 desafios mais comuns na hora de implementar a gestão pública eficiente.

O Colab é uma startup de inovação para governo e engajamento cidadão, que cresceu e se desenvolveu muito nestes últimos 5 anos. Nós do Colab estivemos em contato com diversas frentes de diferentes prefeituras a fim de entender e tentar solucionar e simplificar suas demandas e o seu relacionamento com a população. Foi assim que o Colab criou uma metodologia própria para a criação de soluções com expertise implementando diferentes processos de inovação na gestão pública.

Com base nessa metodologia própria e na nossa bagagem, chegamos a alguns aprendizados que queremos compartilhar com você, e estão resumidos aqui em 5 desafios da gestão pública eficiente a fim de simplificar a vida do gestor público.

Esses desafios nada mais são do que pilares que podem guiar o gestor ou a gestora pública a potencializar suas ações.

1- Gestão Eficiente

Eficiência, eficácia e efetividade. Parece batido, mas esse tripé da administração é extremamente relevante na administração pública, e muitas vezes não é tido como central. O que segura uma gestão eficiente? Na nossa metodologia, falamos muito de participação social, de engajamento, mas tem coisas básicas das teorias de gestão que não devem ser esquecidas. Aqui, falamos de gestão de projetos, de gestão de pessoas. Esses são enormes desafios no setor público, principalmente porque lidamos por vezes com estruturas pouco flexíveis, com modelos antigos de gerenciamento de projeto, e com pressão.

2 - Análise de dados

Hoje, empresas privadas tem como via de regra a implementação de rituais de análise de dados para tomadas de decisão dentro de cada departamento. Pois os números servem de base para mudanças de rota e/ou melhorias de metas e estratégias internas. É a gestão orientada pelos dados.

No setor público, no entanto, o que encontramos é uma concentração enorme de dados, mas poucos esforços para analisá-los e transformá-los em direcionamento para políticas públicas, em avaliação de desempenho ou de impacto.

Um desafio grande para a gestão pública é estabelecer a cultura de uma gestão inteligente baseada em dados, que possam pautar mudanças rápidas e eficientes, profissionalizando as políticas públicas e tornando-as mais assertivas.

3 - Governança

Começo esse terceiro desafio com uma pergunta a você, gestor. Você sabe quais são os principais atores de cada processo interno dentro do seu departamento? E dentro de projetos? Como é feito o direcionamento de demandas e responsabilidades? É aquela velha história: aquilo que é de responsabilidade de todo mundo, não é de ninguém. Na hora do aperto, como saber a quem cobrar?

Um dos principais desafios de uma gestão pública eficiente é a governança interna. Reuniões periódicas, rituais internos inadiáveis e acompanhamento constante são a chave para uma boa governança, principalmente quando falamos da intersetorialidade - envolver  diferentes equipes.

4 - Participação efetiva do cidadão

Imagina que você é o prefeito de uma cidade, e vai realizar um grande evento. Todas as decisões tomadas por você atingem diretamente o sucesso do evento. Quanta responsabilidade! Agora imagine que você pudesse consultar a população sobre o que ela prefere? Como por exemplo, o nome da banda que vai tocar, quais as atrações que poderiam ter...seria ótimo! Agora se imagine como um cidadão. Como você se sentiria fazendo parte da tomada de decisão de coisas importantes na sua cidade? Como se sentiria, se soubesse que o canal com o poder público é eficiente e a prefeitura está constantemente consultando você para tomar decisões que impactam diretamente na sua vida?

A participação efetiva do cidadão em tomadas de decisão é a maneira mais rápida de construir uma legitimidade nas tomadas de decisões, mas para isso, é preciso implementar uma cultura de participação para as pessoas se sentirem doídas e ficarem mais próximas do governo. O cidadão quer se sentir parte das tomadas de decisão que acontecem em sua cidade, estado, e região. Mas para isso, ele precisa ter um canal direto com o poder público de uma forma que ele realmente se sinta ouvido e seguro. Que ele realmente sinta que está ajudando e que a opinião e/ou reclamação e/ou colaboração dele, terá um espaço e seja resolvido ou pelo menos ouvido.

Por isso é muito importante um canal eficiente entre o poder público e o cidadão.

5 - Engajamento da sociedade em prol da cidadania

E é aí que você gestor, pensa: “Ok, entendi que a participação do cidadão é essencial e gera legitimidade e por consequência, uma cultura de participação, resultando num governo mais eficiente, mas como fazer isso?” O desafio de engajar pessoas não é fácil, mas é possível, e está no passado a cultura de tomar decisões sem participação social. É preciso criar mecânicas de participação onde o cidadão se sinta recompensado por o que ele está fazendo. Fazer com que ele se sinta parte de algo maior, e que a opinião DELE faz sentido e será ouvida do outro lado. Isso faz com que ele sinta que também é obrigação dele estar dentro das decisões, pois acha uma porta aberta para ser ouvido(a).

E aí vem o desafio: fazer com que esse cidadão ou cidadã, que estava desconectado da gestão pública, entenda quais mecanismos estão alí disponíveis e faça uso destes mecanismos, de preferência recorrentemente.E você? O que tem feito para a sua gestão ser mais eficiente? Conta pra gente nos comentários! :) Até a próxima.

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

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