100%
4.6.2019

Os 5 eixos de transição da gestão pública

Você já sentiu a necessidade de inovar na forma como se faz gestão pública? A resposta provavelmente está nos eixos de transição da gestão pública. Confira!

Você já sentiu a necessidade de inovar na forma como se faz gestão pública?

Se sim, saiba que você não está sozinho(a), muita gente quer inovar na gestão pública e ainda não sabe como. Porém, algumas pessoas já estão inovando na gestão pública e compartilhando o que aprenderam nesse processo.

A New Public Management (Nova Gestão Pública), por exemplo, é uma teoria da administração pública que adapta ferramentas usadas pelo setor privado para o público, criando um novo e mais eficiente modelo de gestão.

Com base nessa teoria, conseguimos identificar os 5 eixos de transição para sair da velha gestão pública e praticar a nova. São eles:

Eixo 1: Transição de uma gestão fechada para uma gestão transparente

A gestão pública tradicional é mais fechada e pouco comunicativa, isso faz com que o cidadão não saiba ou entenda o que está sendo feito em sua cidade.

A gestão deve ser mais transparente e comunicativa, assim a população pode participar dos processos de tomada de decisão e compreendê-los.

Eixo 2: Transição de ações fragmentadas para ações integradas

Além da comunicação com a população, é necessário trabalhar a comunicação entre secretarias para ter resultados mais efetivos e eficientes a partir da intersetorialidade.

Eixo 3: Transição de gestão reativa para responsiva

Esse eixo pode ser visto também como a transição entre “apagar incêndios” para “evitar incêndios”.

Ao invés de apenas resolver os problemas, é importante usar dados e planejamento para prevenir e evitar que eles aconteçam.

Eixo 4: Transição de gestão isolada para gestão co-criativa

Sair da gestão que olha só para o “micro” e ir para a que observa o “macro”. Assim, pode-se aprender com os desafios que outras entidades enfrentaram e coletar insights para aplicar dentro da prefeitura.

Eixo 5: Transição de gestão rígida para gestão experimental

Talvez esse seja o eixo mais desafiador, ele se refere a possibilitar a existência de espaço para erros e experiências no qual o órgão e os colaboradores possam aprender, experimentar e apresentar novas soluções.

Agora que você conhece os eixos para a transição da gestão pública, responda: o local onde você trabalha está mais para a velha gestão ou para a nova?

Se quiser aprender mais sobre gestão pública conheça a nossa minissérie gratuita, Inovação em Governos.  São 4 episódios cheios de insights sobre como a inovação pode ser implementada dentro dos governos e exemplos do que já está sendo feito no Brasil.

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.