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6.7.2020

Pandemia e Eleições em 2020: E agora?

Neste ano, os eleitores deveriam eleger seus novos prefeitos e vereadores. Contudo, enfrentamos uma pandemia. E agora, como ficam as eleições 2020?

O ano de 2020 está sendo imprevisível e o poder público precisa se adaptar constantemente para cuidar da população, gerenciar as crises e executar as tarefas cotidianas.

Por isso, um estudo do TSE mostra que 55 países adiaram as eleições que aconteceriam nos próximos meses, a fim de conseguir uma maior participação cidadã e oferecer ambientes seguros para os eleitores.

Aqui no Brasil, as eleições são municipais para eleger prefeitos e vereadores. Contudo em meio a pandemia que estamos vivendo, como ficam as eleições de 2020?

Neste artigo vamos responder a essa dúvida e falar um pouco sobre o que a França fez para lidar com a situação.

O que deve acontecer com as eleições municipais?

De acordo com a pesquisa realizada pela CNT (Confederação Nacional de Transportes), 62,5% da população prefere que as eleições sejam adiadas. Contudo, o adiamento das eleições tem muitas implicações que podem favorecer ou atrapalhar as candidaturas.

Além disso, diversos processos de fiscalização são realizados após as eleições, com prazos estabelecidos pela lei, para garantir a transparência das candidaturas.

Até o momento, a Câmara dos Deputados aprovou o adiamento das eleições com os dois turnos para acontecer nos dias 15 e 29 de novembro de 2020. O TSE estuda sobre o uso de máscaras e o que será feito quanto ao uso da biometria. 

Neste ano, serão eleitos os futuros prefeitos e vereadores dos municípios brasileiros.


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França: Mesmo na pandemia, o país manteve as eleições

Mesmo com apelos vindos da população, as eleições francesas aconteceram no dia 15 de março, em meio a pandemia do Coronavírus que obrigou a adoção de medidas extremas de confinamento da população.

Preocupados com a saúde da população e a exposição ao vírus, o governo adotou medidas de segurança como o uso de máscaras pelos mesários, a desinfecção de mãos, canetas e mesas a cada voto e controle de filas, mantendo os eleitores separados uns dos outros por, pelo menos, um metro.

Na época, o presidente Emmanuel Macron disse: “Conversei com cientistas sobre as nossas eleições municipais. Eles consideram que nada impede que os franceses, mesmo os mais vulneráveis, vão às urnas”.

As eleições foram mantidas e o país se surpreendeu: estima-se que a abstenção no primeiro turno das eleições municipais esteja entre 53,5% e 56%, um recorde para o país europeu.

Durante as eleições presidenciais de 2018, o Brasil também registrou seu maior percentual com 20,3% de abstenções. Isso significa que, em um momento livre de vírus, quase 30 milhões de eleitores brasileiros não compareceram às urnas no primeiro turno.

Cabe a nós esperar que medidas de segurança sejam implementadas para que todos possam exercer seu direito sem correr riscos.

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.