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19.10.2020

Participação popular também é coisa de criança

Para criar o Plano Municipal para Primeira Infância, a Prefeitura de Recife resolveu inovar e consultar os principais interessados nele: os pais e as crianças. Neste artigo, te contamos como foi tudo.

Entre 17 de fevereiro e 6 de abril deste ano, a Prefeitura de Recife inovou ao planejar políticas públicas para crianças. Foi realizada uma consulta pública com a população para saber quais são as prioridades do município para o Plano Municipal para Primeira Infância.

A primeira infância é o período compreendido entre 0 e 6 anos e são anos decisivos para o desenvolvimento da criança, por este motivo ninguém melhor que os pais e que as próprias crianças para saberem o que é melhor para eles.

Algumas perguntas foram feitas à população, como “Você é a favor de estimular políticas que promovam o atendimento à população com mais necessidades sociais e econômicas? “, “Quais dos equipamentos públicos destinados às crianças você considera como prioridade para receber investimentos?“ e “Quais dos serviços públicos destinados às crianças você considera como prioridade para receber investimentos?”. O número de respostas da pesquisa foi bastante expressivo, batendo o recorde de participação em consultas públicas de Recife via Colab.

Os resultados mostraram que 99% dos respondentes são a favor de estimular políticas públicas que promovam o atendimento à população com necessidades sociais e econômicas. 

A saúde dos pequenos também foi destacada, já que o serviço com maior prioridade para receber investimentos públicos é o de acompanhamento da saúde da família, que foi escolhido por 22% dos respondentes.


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Outra política pública que também foi considerada muito importante pela população foi a criação de vagas em creches e pré-escolas, que deve ser priorizada pela Prefeitura no Plano para Primeira Infância, proposta que ainda está em fase de elaboração e deve sair em breve.

Segundo o Secretário Executivo para Primeira Infância, Rogério Morais, lidar com esse assunto é um trabalho intersetorial, no qual é importante ter uma área meio para criar articulação entre secretarias, e o apoio da liderança para conseguir realizar melhor o trabalho em prol dos pequenos.

“A primeira infância é um tema doce,  que desperta a atenção, mas mesmo assim temos o desafio de engajar mais a população, não somente a participar de consultas, mas a acompanhar o assunto e a execução dos projetos”, destacou Morais.

O secretário também explicou que mais de 40 mil crianças, com idades entre 4 e 8 anos, foram convidadas para ajudar na formulação do plano. “A contribuição (deles) é a mais efetiva possível, a gente entende que a criança tem uma voz importante neste projeto, ela é protagonista neste plano, é pra ela, portanto não podíamos deixá-la de fora. A participação das crianças tende a ser muito verdadeira, pura e direta.”

Para saber mais sobre as políticas para Primeira Infância da cidade de Recife, confira a entrevista do Rogério Morais para o quadro Fala, Gestor, disponível neste link.


Ana Mendonça

Sobre o autor

Ana Mendonça é jornalista e gestora de políticas públicas. Defensora de uma linguagem simples na administração pública, acredita no poder do cidadão e no protagonismo do gestor.