100%
4.10.2015

Por que o transporte público é o futuro?

Além de trazer vários benefícios para as cidades, o transporte público pode representar uma boa solução econômica para seus cidadãos. Confira porque o transporte coletivo é o futuro!

Em tempos de discussão sobre a ampliação de ciclovias nas cidades, da redução do número de carros no trânsito e da necessidade de controlar a emissão de CO2 na atmosfera, nada mais pertinente do que considerar o transporte público como a tendência para o futuro.

Além de trazer vários benefícios para os centros urbanos, o transporte público também pode representar uma boa solução econômica para seus cidadãos. Então, fizemos este post pra te apresentar ótimos motivos porque o transporte coletivo é sinônimo de futuro e benefício. Confira!

Ampliação do transporte público e o problema dos congestionamentos

Um problema que todos os grandes centros urbanos enfrentam em seu cotidiano é a necessidade de diminuir congestionamentos. A mobilidade urbana tem se tornado imprescindível para o bom funcionamento de qualquer cidade, na medida em que esses centros estão cada vez mais populosos e cheios de carros. Nesse cenário, a ampliação do acesso a transporte público é fundamental para tirar carros particulares da rua. Quanto maior a quantidade de linhas de ônibus, de trem e metrô, menor a quantidade de carros em circulação.

A necessidade de reduzir a poluição atmosférica

Um dos grandes responsáveis pelo aquecimento global atualmente é a emissão de gás carbônico por veículos automotores. Ônibus e outros meios de transporte público também entram nessa conta, mas possuem uma eficiência muito maior em termos de número de passageiros. Por isso, a preferência pelo transporte público em vez de motos e carros individuais é essencial para reduzir a poluição atmosférica e o aquecimento global. Essa poluição também contribui para o aumento de incidência de doenças respiratórias

Economia para o bolso do cidadão

Transporte público também representa economia para as finanças domésticas. Você já colocou na ponta do lápis todos os gastos que tem com a compra e manutenção do carro próprio? IPVA, seguro obrigatório, seguro privado, combustível, estacionamento e visitas regulares à oficina são apenas alguns desses gastos. Se você fizer um estudo comparativo, com certeza chegará à conclusão de que o transporte público vale mais a pena para o bolso de sua família, apesar do conforto de ter um carro na garagem.

Direcionando o desenvolvimento imobiliário urbano

Regiões bem atendidas por transporte público são mais valorizadas no mercado imobiliário. Acesso a metrô e diversas linhas de ônibus são hoje aspectos muito procurados por proprietários e locadores de imóveis em grandes centros urbanos. Por isso mesmo, as políticas públicas mais sofisticadas atualmente têm encarado o desenvolvimento urbano de transporte público também como política de desenvolvimento imobiliário.

Transporte público também contribui para a melhoria da saúde da população

O aumento do uso de transporte público nas grandes cidades está diretamente relacionado à redução da emissão de CO2 na atmosfera. Isso contribui para a diminuição de doenças respiratórias, como foi dito anteriormente. Além disso, tendo em vista que normalmente as pessoas caminham até as estações de metrô e pontos de ônibus, o transporte público também reduz taxas de obesidade. Quando essas mesmas pessoas utilizam o carro para se locomover, acabam fazendo um trajeto porta a porta com o veículo, sem praticamente caminhar nesse período. Isso aumenta o sedentarismo e a incidência de doenças como pressão alta, diabetes e osteoporose.

Como se pode perceber, a necessidade de valorização do transporte público veio para ficar. Você tem ainda alguma dúvida sobre esse tema? Compartilhe com a gente aqui nos comentários!

Thank you! Your submission has been received!
Oops! Something went wrong while submitting the form.

A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

Sobre o autor

Somos a rede social para cidadania e a ponte entre você e o governo. Eleitos o melhor app urbano do mundo.