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9.7.2020

A reabertura das atividades está sendo feita de maneira correta nas cidades?

Cidades do Brasil todo já estão reabrindo suas atividades, mas será que estão fazendo isso corretamente? Baseados na ciência, explicamos neste artigo como reabrir de forma mais assertiva.

Se tem um assunto que tem tomado a cabeça de todos os gestores públicos atualmente, é a reabertura das atividades e a retomada da economia nas cidades.

Muitos municípios estão baseando a decisão de reabertura do comércio e retomada das atividades num indicador chamado R(t). Este índice mostra o número esperado de indivíduos que uma pessoa infectada pode contagiar ao longo do tempo. As prefeituras monitoram esse R(t) e quando ele está abaixo de 1, elas decidem liberar as atividades.

Porém, esse não é o jeito certo de monitorar a situação para reabertura. Foi publicado recentemente um artigo científico que destacou o uso incorreto do R(t) para determinar isso. Os cientistas explicaram que o R(t) utiliza para seu cálculo a data de notificação dos casos, sendo que o ideal seria considerar a data de início dos sintomas. 

Como é difícil para as secretarias de saúde estimarem isso ou até mesmo coletarem este dado (e quando coletam, ele já está obsoleto), às vezes elas usam alguns cálculos para estimá-lo. 

O que este artigo provou é que não é adequado utilizar o R(t) com os parâmetros atuais, pois ele acaba sendo um indicador obsoleto e enviesado, não expressando a realidade do curso da epidemia e consequentemente trazendo uma tomada de decisão falha por parte do Governo.

Mas eu tenho uma boa notícia pra você: nós, do Movimento Brasil Sem Corona, sabemos como contornar isso e fazer o cálculo de reabertura de forma mais assertiva.


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Utilizando a vigilância participativa como base 

Bem, considerando que o artigo indica que o ideal seria a utilização da data dos primeiros sintomas, e a gente assume que na vigilância participativa o indivíduo reporta o sintoma quando está demonstrando isso, e que inúmeras vezes esse caso não é contabilizado, o R(t) poderia ser calculado considerando a data dos reports de sintomáticos via Colab. 

Resumindo: as prefeituras ganham em ter exatamente o tipo de dado que é recomendado para o cálculo acurado do R(t), expressando de maneira correta o indicador e, por fim, tendo de maneira mais assertiva as medidas de retomada da economia.

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Gustavo Maia

Sobre o autor

Graduado em Comunicação Social, especialista em Soluções Colaborativas para Governo na Universidade de Harvard. Membro RAPS e Movimento Agora!