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30.7.2019

Santo André e a Zeladoria

A prefeitura de Santo André já conhece a importância de investir em zeladoria e neste artigo vamos comentar sobre as ações tomadas por ela para cuidar corretamente do espaço público da cidade.

Se a zeladoria não for realizada na cidade, os moradores correm o risco de conviver com praças sujas, monumentos históricos depredados e vias poluídas.Além de ajudar a parte estética, a zeladoria faz com que os cidadãos se sintam melhor por viver em um ambiente limpo e bonito.

A prefeitura de Santo André já conhece a importância de investir em zeladoria e neste artigo vamos comentar sobre as ações tomadas por ela para cuidar corretamente do espaço público da cidade.

O Cuidado em Santo André

Imagine receber 65 mensagens solicitando a retirada de veículos abandonados de vias públicas em um mês. Pois é, isso aconteceu em Santo André e a prefeitura se viu obrigada a tomar alguma atitude sobre.

Através da operação Lata Velha, a prefeitura de Santo André começou a fazer uma limpeza na cidade recolhendo carros que estavam em condições de abandono das ruas. Ou seja, veículos que estavam estacionados em locais públicos e em estado de má conservação com ferrugem, pneu murcho, sujeira, vidros quebrados etc.

Em situações como essa os veículos passam por uma vistoria do DET e os proprietários são devidamente notificados sobre o destino dos automóveis, tendo até cinco dias para tomar alguma providência ou o veículo é dado como abandonado. Os carros abandonados foram leiloados e os recursos captados usados para apoiar o programa Eu Amo, Eu Cuido da cidade.

Em janeiro de 2019 o programa entrou em sua segunda fase, na qual foram entregues quatro retroescavadeiras, dois caminhões, duas pick-ups, uma Saveiro e um Gol, além de 16 sopradores para contribuir com a limpeza das praças e áreas verdes da cidade.

A última vez em que houve um investimento como esse em Santo André foi há mais de 20 anos.Desde o início do programa, mais de dez mil árvores foram podadas na cidade e nove praças foram revitalizadas. O projeto está realizando uma verdadeira manutenção nos espaços de lazer da cidade.

Com uma estratégia bem planejada e executada de zeladoria, é possível ter uma cidade melhor para todos.  

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.