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29.5.2019

Tecnologia: Um meio para governos inovarem

O mundo está mudando muito rápido. Mesmo que essa frase pareça clichê, ela está correta e a tecnologia é um meio para que os governos inovem e acompanhem essas mudanças. Saiba mais neste artigo ;)

O mundo está mudando muito rápido. Mesmo que essa frase pareça clichê, ela está correta.

Não percebemos que as mudanças estão acontecendo e vamos nos adaptando a elas naturalmente. Por exemplo, há poucos anos só era possível reclamar sobre um produto ou serviço de uma empresa através do telefone, já hoje em dia temos também o e-mail e redes sociais para que o consumidor leve sua reclamação, seja atendido rapidamente e compartilhe a experiência com outros.

O setor privado já está atento a essa nova “necessidade” e investe em soluções tecnológicas que agilizem seus processos, aumentem a eficácia e otimizem os canais de atendimento com seus consumidores. Mas, e o setor público?

O setor público atende às demandas de milhares de cidadãos e, assim como as empresas privadas, precisa estar se atualizando constantemente para oferecer os melhores serviços para seus usuários.

Por isso que neste artigo iremos falar sobre a importância da tecnologia como meio para governos inovarem na maneira como fazem a gestão pública.

Boas inovações fazem uma boa gestão

A tecnologia tem potencial para muitas coisas, dentre elas a que mais chama atenção é a aproximação entre consumidores ou usuários (cidadãos) e prestadores de serviço(prefeituras). Isso proporciona a oportunidade de melhorar a relação com os habitantes da cidade e os serviços que são oferecidos para eles.“Mas como isso é possível?”

Primeiro você precisa enxergar com olhares diferentes a maneira como a gestão está sendo feita e buscar os pontos nos quais ela pode melhorar. Será o atendimento ao cidadão? A análise de dados? Tudo isso e muito mais? Cada prefeitura tem sua necessidade e para cada necessidade há um serviço diferente que pode ajudá-la.

Depois de compreender qual é a necessidade do seu município, chega o momento de ir em busca da solução ideal para atendê-la.

As govtechs são empresas de tecnologia que trazem soluções para os problemas enfrentados pelos governos. Os serviços oferecidos por essas organizações são bem diversificados, desde plataformas para agendamento de serviços públicos até sistemas para monitorar em tempo real o que acontece nas rodovias da cidade.

A adoção de tecnologias na prática

Em 2018 a Prefeitura de Mesquita, no estado do Rio de Janeiro, resolveu aderir ao aplicativo Colab para receber as demandas da população. Hoje, pouco menos de um ano após essa decisão, o aplicativo se tornou responsável por metade das demandas atendidas pela Secretaria Municipal de Obras e Serviços Públicos do município.

Com a adoção do aplicativo, a Prefeitura de Mesquita trouxe mais praticidade para seus cidadãos e um novo canal de comunicação para que eles colaborem com as melhorias da cidade.

Isso só foi possível porque alguém dentro da prefeitura detectou que existia a necessidade de melhorar a comunicação com a população e foi em busca de um meio de resolver esse problema.

Estar atento(a) às oportunidades é o que faz diferença na hora de enxergar como um serviço como esse pode ajudar a sua cidade a atender melhor a população.

“Inovação não é feita apenas usando tecnologia. A tecnologia pode ser um meio, mas ver e transformar um jeito de fazer algo, mudar a forma como encaramos desafios, tudo isso pode ser visto e feito de forma inovadora.”
Gustavo Maia

Se você trabalha direta ou indiretamente com o setor público e quer treinar o seu olhar para ser cada vez mais inovador(a) dentro desse meio, aproveite para conhecer a nossa minissérie online e gratuita Inovação em Governos.

Nela trazemos um pouco da experiência que acumulamos nesses 6 anos trabalhando com prefeituras e mostramos como é possível inovar dentro dos governos.Lembre-se de cadastrar seu melhor e-mail para não perder nossas novidades e conteúdos sobre gestão pública. 😉

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.