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21.9.2020

Teste de Covid-19 em casa: O que a Prefeitura de Mesquita fez?

Mesquita, cidade da baixada fluminense, inovou na hora de testar a população para Covid-19: todos os exames foram feitos nos domicílios dos pacientes. Aqui te contamos como funcionou esse projeto.

Com a pandemia da Covid-19, muitas medidas de prevenção foram adotadas por pessoas e governos. Agora, máscaras e álcool em gel fazem parte de nossas rotinas e estamos sempre de olho em qualquer tosse ou febre que sentimos. Contudo, a melhor maneira de se prevenir ainda é usando a informação.

A informação é a protagonista da consulta lançada pela Prefeitura de Mesquita (RJ) através do Colab. Através da consulta, a prefeitura conseguiu a participação dos cidadãos para identificar bairros que necessitavam de testes e executou o plano de ação para testar seus moradores.

Quer entender como esse processo aconteceu? Então pegue seu papel e caneta e confira neste artigo.

Como receber teste de Covid-19 em casa?

O plano de ação é fundamental para ajudar o governo a controlar a contaminação e impacta diretamente no plano de gestão de saúde criado para a situação. Usando as palavras do secretário municipal de Saúde de Mesquita, Dr. Emerson Trindade:

“Essa é uma estratégia para criarmos dados epidemiológicos no município. Com os resultados dessa experiência, poderemos avaliar, por exemplo, quais regiões estão com mais contágio.”

A prefeitura tinha como meta testar 200 famílias da cidade para entender como o vírus está atuando na região, mas as testagens não foram aleatórias. Os mesquitenses que desejavam ser testados precisaram se cadastrar através do Colab e realizar a solicitação.

Após realizar o cadastro, os cidadãos deviam preencher um formulário que ajudou a prefeitura a compreender seu estado de saúde questionando sobre quais doenças ele tem (por exemplo: diabetes, câncer, doenças autoimunes) e quais sintomas está apresentando (dor de cabeça, cansaço, tosse, febre e afins).

Ao todo, foram realizadas 412 inscrições e os enfermeiros realizaram tentativa de contato com todos, por telefone ou visita domiciliar. Os testes eram agendados previamente por telefone com os inscritos. 

A partir dessas respostas no questionário e da entrevista por telefone, a prefeitura selecionou 201 famílias para serem testadas dentro na cidade.

Os testes foram realizados por uma equipe de saúde e de forma segura, com o uso constante dos equipamentos de proteção individuais (EPIs).


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Mas por que testar por bairro e não por região?

Ao selecionar as famílias de diferentes bairros, a prefeitura conseguiu amostras que ajudaram a entender quantos casos positivos e negativos existiam determinados locais. Com essa informação, é possível, por exemplo, acompanhar um paciente que se curou para ver se há reincidência e identificar locais nos quais as medidas de prevenção devem ser mais rígidas, garantindo que não haja novos casos.

Pode acontecer de um determinado bairro ter poucos casos, nesse cenário a prefeitura entra com um reforço sobre as medidas corretas de prevenção para garantir a saúde de todos. Já em bairros com muitos casos confirmados, a prefeitura consegue estruturar um planejamento de saúde para atender melhor aquela população.

Assim como diz o triângulo da gestão pública colaborativa, esse processo acontece graças a parceria entre o poder público e os cidadãos em prol do bem de todos que moram em Mesquita.


Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária metida a escritora que gosta de falar sobre criatividade na gestão pública e é uma grande amante dos pães de queijo.