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29.2.2016

Tire suas dúvidas sobre o zika vírus

Tem alguma dúvida sobre o zika vírus? Nesse artigo temos respostas para as 14 dúvidas mais comuns sobre essa doença que assusta a todos.

O mundo inteiro está de cabelos em pé devido ao zika vírus: a ONU emitiu alerta mundial para que países reforcem a vigilância. Diariamente, os portais de notícia trazem novidades sobre essa doença, cujo principal transmissor é o Aedes aegypti, nosso velho conhecido, que também é vetor da dengue, da febre amarela e da chikungunya.

Tá confuso? A gente ajuda a esclarecer suas dúvidas! Dá uma olhada:

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14 Dúvidas e respostas sobre o zika vírus

1. O que é o zika vírus?

É o vírus da mesma família dos vírus transmissores da febre amarela, encefalite do Nilo Ocidental, dengue e chikungunya.

2. Como é a transmissão?

O principal modo de transmissão é pela picada da fêmea do Aedes aegypti. De acordo com o Ministério da Saúde, no entanto, está descrita na literatura científica a ocorrência transmissão ocupacional em laboratório de pesquisa, perinatal e sexual, além da possibilidade de transmissão transfusional.

3. Quais os sintomas?

De acordo com a Fiocruz, os sintomas são semelhantes ao da dengue e chikungunya: machas na pele, dor de cabeça, no corpo e nas articulações, vermelhidão nos olhos, náuseas. Ainda causa fotofobia, coceira intensa e conjuntivite.Os sintomas duram em geral de dois a sete dias e apenas 18% dos infectados apresentam manifestações clínicas da doença.

4. Como se proteger do zika?

Se protegendo do Aedes, eliminando criadouros, colocando telas nas janelas e utilizando repelente.

5. O aparecimento do zika é restrito a alguma região?

Apesar da maior parte dos casos estar na Região Nordeste, tudo indica que o vírus circula por quase todos os estados.

6. Há algum exame para identificar o vírus?

O RNA PCR só é eficaz se feito preferencialmente nos cinco primeiros dias de sintomas. Ele identifica a presença do agente no organismo e é a única maneira de esclarecer qual virose o paciente contraiu, uma vez que os sintomas são semelhantes ao da dengue e chikungunya.

7. Como é o exame?

O teste detecta a presença do ácido ribonucleico (RNA), responsável pela síntese de proteínas da célula. Primeiro, o teste identifica a presença de um vírus. Depois, faz o sequenciamento genético para identificar qual dos agente infectou o organismo.

8. Quanto custa o exame?

Nos laboratórios particulares pesquisados pelo jornal Estado de São Paulo, o teste custa de R$1,198,00 a R$2160,00. Outros laboratórios prometem começar a ofertar o teste. No Fleury, por exemplo, o exame deverá custar por volta de R$300,00.

9. Quando é preciso procurar atendimento médico?

Especialistas alertam que grávidas devem procurar o atendimento ao perceberem os primeiros indícios.

10. Qual período da gestão o zika vírus é mais perigoso para o bebê?

Aparentemente, o risco é maior durante o primeiro trimestre da gravidez, mas os resultados científicos ainda não são conclusivos.

11. Que tipo de problemas o bebê pode ter?

O principal problema identificado relacionado ao zika vírus durante a gravidez é a microcefalia, mas outras doenças também estão sendo estudadas, como a Síndrome de Guillain-Barré, encefalite, meningite, neurite óptica e cencefamielite aguda disseminada.

12. O zika vírus é novo?

Não. Há registros do vírus desde meados do século XX, mas ele infectava apenas mosquitos e macacos, causando poucos problemas para humanos.

13. Já houve surtos no mundo?

Em menos de dois anos, foram registrados casos de zika em nove países das Américas. O caso brasileiro, que incluiu pela primeira vez mortes, motivou um alerta mundial da Organização Mundial da Saúde.

14. A situação é grave?

Sim, a situação é considerada grave no Brasil. A Organização Mundial da Saúde emitiu um alerta mundial para que seus mais de 140 países membros reforcem a vigilância para o eventual crescimento de infecções provocadas pelo zika vírus.

Fonte: Estado de São Paulo

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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