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1.10.2019

Agenda 2030: Trabalho Decente e Crescimento Econômico

Você acha que todos devem ter cesso a trabalho decente para ajudar no crescimento econômico? Nesse artigo explicamos os detalhes dessa ODS.

Oferecer trabalho decente e impulsionar o crescimento econômico são os primeiros passos para diminuir a desigualdade de renda, o que afeta diretamente a economia do país que se torna mais estável e promissora. Mas, na prática, como isso pode acontecer? 

No final de 2018, uma pesquisa realizada pela Deloitte com 826 empresas mostrou que 47% delas planejavam aumentar o seu quadro de funcionários com novos postos de trabalho em 2019. Um crescimento como esse na oferta de vagas de emprego seria muito benéfico para o país, mas só a intenção não basta.  

A ONU inseriu na Agenda 2030 um objetivo voltado especialmente para isso, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 8 – Trabalho Decente e Crescimento Econômico, e é sobre ele que vamos falar nesse artigo.  

O ODS de número 8 e seus Objetivos

Revitalizar a economia de um país não é uma tarefa fácil e envolve muito planejamento, além da promoção de políticas que incentivem a criação de empregos de maneira sustentável e inclusiva. Através do ODS 8, são propostos objetivos para erradicar o trabalho forçado e/ou escravo, assim como o tráfico humano.

As metas do ODS 8 são:

1.     Sustentar o crescimento econômico per capita, de acordo com as circunstâncias nacionais e, em particular, pelo menos um crescimento anual de 7% do produto interno bruto nos países de menor desenvolvimento relativo; 

2.     Atingir níveis mais elevados de produtividade das economias, por meio da diversificação, modernização tecnológica e inovação, inclusive por meio de um foco em setores de alto valor agregado e intensivos em mão-de-obra; 

3.     Promover políticas orientadas para o desenvolvimento, que apoiem as atividades produtivas, geração de emprego decente, empreendedorismo, criatividade e inovação, e incentivar a formalização e o crescimento das micro, pequenas e médias empresas, inclusive por meio do acesso a serviços financeiros; 

4.     Melhorar progressivamente, até 2030, a eficiência dos recursos globais no consumo e na produção, e empenhar-se para dissociar o crescimento econômico da degradação ambiental, de acordo com o "Plano Decenal de Programas Sobre Produção e Consumo Sustentáveis”, com os países desenvolvidos assumindo a liderança; 

5.     Até 2030, alcançar o emprego pleno e produtivo e trabalho decente todas as mulheres e homens, inclusive para os jovens e as pessoas com deficiência, e remuneração igual para trabalho de igual valor; 

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6.     Até 2020, reduzir substancialmente a proporção de jovens sem emprego, educação ou formação; 

7.     Tomar medidas imediatas e eficazes para erradicar o trabalho forçado, acabar com a escravidão moderna e o tráfico de pessoas e assegurar a proibição e eliminação das piores formas de trabalho infantil, incluindo recrutamento e utilização de crianças-soldado, e até 2025 acabar com o trabalho infantil em todas as suas formas; 

8.     Proteger os direitos trabalhistas e promover ambientes de trabalho seguros e protegidos para todos os trabalhadores, incluindo os trabalhadores migrantes, em particular as mulheres migrantes, e pessoas com emprego precário; 

9.     Até 2030, conceber e implementar políticas para promover o turismo sustentável, que gera empregos, promove a cultura e os produtos locais; 

10.  Fortalecer a capacidade das instituições financeiras nacionais para incentivar a expansão do acesso aos serviços bancários, financeiros, e de seguros para todos; 

11.  Aumentar o apoio da Iniciativa de Ajuda para o Comércio (Aid for Trade) para os países em desenvolvimento, particularmente os países de menor desenvolvimento relativo, inclusive por meio do Quadro Integrado Reforçado para a Assistência Técnica Relacionada com o Comércio para os países de menor desenvolvimento relativo; 

12.  Até 2020, desenvolver e operacionalizar uma estratégia global para o emprego dos jovens e implementar o Pacto Mundial para o Emprego da Organização Internacional do Trabalho.

Empreendedorismo na Favela

As pessoas que estão em situações de maior vulnerabilidade econômica têm mais dificuldades para ter a educação de qualidade, muitas vezes isso as desmotiva e faz com que tenham perspectivas baixas em relação a empregos. Por isso, é extremamente importante investir na capacitação da população. 

Dentro desse cenário, iniciativas como o programa Via Rápida fazem toda diferença. Através desse programa, são oferecidos cursos profissionalizando para jovens com mais de 16 anos em várias cidades do estado de São Paulo.

O programa prioriza pessoas mais velhas que estão desempregadas e oferece cursos de acordo com as vagas de emprego da região, além de introduzir os alunos ao empreendedorismo.

Estima-se que 52 milhões de brasileiros possuam seu próprio negócio. Para se ter noção do que esse número significa, entre os países que fazem parte do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil é líder em empreendedorismo.

Dentro desse contexto, surgem projetos como a Favela Holding que reúne 22 empresas para incentivar o empreendedorismo na favela e criar empregos para os moradores. A missão desse projeto é investir nas favelas do Rio de Janeiro e transformar os moradores em sócios com seus próprios negócios.

Uma das iniciativas do projeto é o Favela Shopping, no qual apenas os moradores da favela podem abrir lojas e tem até quatro meses para começar a pagar o custo por elas. Assim os moradores da favela, que muitas vezes sofrem preconceito e encontram maiores dificuldades para ter acesso a educação e empregos, conseguem empreender e criar empregos que movimentam a economia na região.

Se iniciativas como essa receberem mais apoio dos governos, vamos conseguir alcançar as metas do ODS 8, oferecendo trabalho decente e tendo crescimento econômico.

Como cidadão, o que você acha de iniciativas como essas e o que faria para cumprir as metas do ODS? Deixe a sua opinião nos comentários.

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.