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24.6.2020

Três lições do coronavírus para os governos

A pandemia de Covid-19 tem mudado os hábitos de todos e ensinado também preciosas lições. Neste artigo destacamos as três principais lições do coronavírus aos governos.

Se essa pandemia de coronavírus pudesse ter um outro nome, se chamaria aprendizado.

Diariamente nós temos aprendido a nos reinventar, a driblar distâncias e dificuldades, a cuidar mais uns dos outros. 

Apesar das tristes circunstâncias, a Covid-19 também tem ensinado muito, inclusive aos governos de todo mundo.
Nesses últimos dias, li um artigo muito interessante do Pedro Rossi que saiu no Nexo Jornal, no qual ele abordava as lições que a pandemia deixaria aos governos.  

Ele destacou os três principais aprendizados, os quais eu também abordarei neste texto.


1. Precisamos de mais investimentos na saúde pública

Esse ponto ficou bastante evidente quando vimos sistemas de saúde do mundo todo entrando em colapso. 

Equipamentos de Proteção Individual insuficientes para profissionais de saúde, falta de respiradores, pessoas aglomeradas nos hospitais públicos, filas para ocupar leitos de UTI, dentre outras situações poderiam ter sido evitadas caso nossos governantes tivessem investido mais em saúde pública.

É essencial que esses investimentos sejam aumentados daqui pra frente, pois essa não foi a primeira e, infelizmente, não será a última pandemia que enfrentaremos. 


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2. Setores estratégicos precisam ser desenvolvidos

Os governos também devem fomentar o desenvolvimento da tecnologia e a produção de insumos estratégicos em seus países. 

As indústrias farmacêuticas, as fábricas de aparelhos e equipamentos hospitalares e, principalmente, a ciência precisam do apoio do Estado.

Infelizmente o livre-comércio internacional não foi capaz de garantir o abastecimento dos países durante este momento de crise, portanto, os governos precisam garantir que o essencial e o estratégico sejam produzidos internamente. 


3. A assistência social precisa de mais recursos

Os estragos teriam sido muito piores, caso os estados não tivessem auxiliado os cidadãos com uma renda básica universal temporária. 

EUA, Brasil, dentre outros países, estão oferecendo benefícios em dinheiro à população que está sendo mais afetada pela crise econômica gerada pelo vírus. 

A pandemia deixou claro que os governos precisam investir mais na assistência social e a renda básica universal poderá se tornar permanente em algumas nações.


Essas foram as três lições citadas no artigo. Contudo, eu ainda incluiria uma quarta: 

é essencial fomentar a colaboração entre o governo e o cidadão no combate às crises

Os governantes precisam compreender que não podem e não precisam enfrentar as crises sozinhos, e que a população pode e deseja ajudar na recuperação de suas comunidades.

O movimento Brasil Sem Corona é uma grande prova disso, pois através dele milhares de pessoas têm ajudado suas cidades a tomarem decisões no combate contra a Covid-19.





 


Gustavo Maia

Sobre o autor

Graduado em Comunicação Social, especialista em Soluções Colaborativas para Governo na Universidade de Harvard. Membro RAPS e Movimento Agora!