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7.11.2018

Um guia para falar dos ODS (sem passar vergonha)

Tem se falado cada vez mais sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (os ODS). Mas o que são estes objetivos, e quem os estabeleceu? Essas respostas você encontra aqui.

Tem se falado cada vez mais sobre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (os ODS). Mas o que são estes objetivos, e quem os estabeleceu?

Estamos aqui para te ajudar a entender alguns aspectos básicos dos ODS, tanto para você conseguir falar deles sem passar vergonha, mas também porque você precisa saber o que eles são e começar a agir. Mesmo!

Os ODS são uma agenda mundial com 17 objetivos e 169 metas para serem atingidos até 2030 (por isso que chamamos também de Agenda 2030). Essa agenda foi definida em 2015 durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, lá em Nova York, na sede da ONU. Essa Agenda, e cada um dos ODS, afirma que precisamos tomar medidas ousadas e transformadoras para colocar o mundo em um caminho sustentável.

Ao falar em desenvolvimento sustentável, existe um grande campo de estudos que traz diferentes conceitos para o tema, mas aqui podemos pensar que é o desenvolvimento capaz de obter o crescimento econômico necessário, garantindo a capacidade de atender às próximas gerações. Em uma pesquisa que fizemos no início do ano com usuários do Colab, a maioria definiu cidade sustentável como uma cidade que atenda às necessidades da população atual, mas sem comprometer as necessidades das próximas gerações. Ou seja, não é apenas olhar para o meio ambiente, como muitas pessoas acham, mas é considerar sempre o aspecto econômico, o social e o ambiental.

Quando estamos falando dos ODS, é interessante porque eles integram uma quarta dimensão a essa lógica: a institucional. O trecho abaixo é a explicação dessas dimensões, divulgada no site Estratégia ODS:

Social: relacionada às necessidades humanas, de saúde, educação, melhoria da qualidade de vida e justiça.

Ambiental: trata da preservação e conservação do meio ambiente, com ações que vão da reversão do desmatamento, proteção das florestas e da biodiversidade, combate à desertificação, uso sustentável dos oceanos e recursos marinhos até a adoção de medidas efetivas contra mudanças climáticas.

Econômica: aborda o uso e o esgotamento dos recursos naturais, a produção de resíduos, o consumo de energia, entre outros.

Institucional: diz respeito às capacidades de colocar em prática os ODS.Tendo entendido então o que é desenvolvimento sustentável, e o que é a Agenda 2030, agora você precisa saber quais são os temas abordados pelos ODS.

imagem com o logo das ODS

O ODS 17, sobre parcerias de implementação, tem tudo a ver com a quarta dimensão mencionada acima, a institucional, e este é um dos grandes diferenciais dos ODS em relação à agendas anteriores de desenvolvimento, como os Objetivos de Desenvolvimento do Milienio (ODM).

E por que você precisa saber dos ODS?Porque, independente da sua atuação, essa é uma agenda que precisa ser adotada pelos mais diversos atores para que o projeto tenha sucesso. É necessário envolver as organizações da sociedade civil, do setor privado, de governos locais e da academia, além de também engajar cada indivíduo em suas ações individuais.

E será que estamos perto de atingir esses objetivos?

Ninguém melhor do que nós mesmos para responder isso, né? Responde essa consulta avaliando a sua percepção sobre Cidades Sustentáveis (o ODS 11), e logo que você terminar de preencher já vai vir um gráfico te mostrando os resultados.

E no começo de 2019, quando tivermos finalizado essa coleta de percepções da população, vamos disponibilizar um relatório consolidado das respostas!

Quer saber mais sobre os ODS, e sobre como as cidades se envolvem com essa agenda?

Vem cá, na terça que vem teremos um Webinar sobre isso, às 10hrs! Se inscreve aqui no link: https://pages.colab.re/landing-webinar-cidades-colaborativas-e-o-desenvolvimento-sustentavel

Depois conta pra gente se esse artigo foi útil, e compartilha também quais ações você tem tomado para alcançar os ODS até 2030!

Banner roxo com o logo do Onu-Habitat e Colab

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A democracia que conhecemos veio com a República? 

A resposta é não. Mesmo com o fim da escravidão e do império, o voto ainda era direito de poucos e excluía mulheres, analfabetos, mendigos, soldados de baixa patente, menores de  21 anos, padres e índios. 

Mas não pense que a exclusão de uma renda mínima aumentou consideravelmente o número de de eleitores, porque não mudou muito não: apenas 2% da população elegeu o primeiro presidente por eleições diretas, Prudente de Morais.


Os coronéis e os votos de cabresto

Acho que todo mundo já ouviu o termo “coronelismo” ou assistiu filmes e novelas de época nos quais existiam coronéis. O coronel, figura que existiu entre 1889 e 1930, era geralmente um fazendeiro rico que coagia seus “protegidos” a votarem em seu candidato de preferência, prática conhecida como voto de cabresto, já que as pessoas não podiam escolher seus candidatos livremente. 

As fraudes nessa época também eram constantes, já que não havia um órgão imparcial de controle das eleições e votos eram inventados e feitos no nome de outras pessoas - algumas que já tinham até morrido. Cabe lembrar que nesta época os votos ainda não eram secretos.


O voto feminino

Apesar da luta das mulheres no Brasil ter começado no final do século XIX, foi apenas em 1932, com a chegada de Getúlio Vargas ao poder, que parte delas conquistaram o direito ao voto. 

Para ter direito à votar em 1932, as mulheres precisavam ser casadas e ter a permissão do marido, ou viúvas e solteiras que possuíssem renda própria. O direito ao voto só foi estendido a todas as mulheres em 1934, sendo facultativo a elas, mas obrigatório a todos os homens.

O voto secreto também foi instituído nesta época, porém, Vargas suspendeu as eleições com a implantação do Estado Novo. As eleições só voltaram a ser diretas em 1946, tornando-se o voto obrigatório também para as mulheres.


As eleições foram suspensas na ditadura?

Algumas sim, mas nem todas. 

Durante o período ditatorial (1964-1985), a população não tinha direito ao voto direto para Presidente da República, podendo escolher apenas os representantes do Poder Legislativo (deputados e vereadores), que deviam estar inscritos em um dos dois partidos da época: o Arena (partido dos militares) e o MDB (partido que existe até hoje e reuniu toda a oposição). 

Assim como o presidente, os senadores, governadores e prefeitos também eram eleitos indiretamente, alguns através de indicações dos Colégios Eleitorais.


Enfim, a democracia!

Com o fim da ditadura militar e com o advento da Constituição Federal de 1988, brasileiras e brasileiros puderam voltar a exercer sua cidadania através do voto. No ano de 1989, o Brasil elegeu seu primeiro presidente através do voto direto e universal, Fernando Color de Mello. 


E aí, sabia que o processo para adotarmos o voto universal e igualitário no Brasil tinha sido tão difícil? Muitas pessoas lutaram e morreram para termos esse direito, por isso não deixe de votar e seja consciente ao fazê-lo. 

Apesar de ser o mais popular, o voto não é o único mecanismo de participação social que existe, e como esse é o mês da participação popular no Colab, nós vamos abordar outras formas de participação nos próximos conteúdos. 

Quer aprender mais sobre isso? Então fica ligadinho aqui no blog ;)


 

Colab

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