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20.8.2020

Urna Eletrônica: Como essa inovação surgiu?

Você sabe como a urna eletrônica surgiu? Neste artigo explicaremos a história por trás dessa invenção tão inovadora que ajuda milhares de eleitores brasileiros.

Já imaginou ter que passar horas na fila do seu colégio eleitoral para chegar sua vez e falar o voto em voz alta para todo mundo ouvir? Ou indo até a mesa e assinalando no papel qual o seu candidato para presidência e o vice (que podiam ser de partidos diferentes)?

Até quase metade do século passado, o voto era aberto e não secreto. Depois, em 1955, na eleição vencida por Juscelino Kubitscheck , surgiu a primeira cédula eleitoral oficial.

Quando o período de votação se encerrava, as equipes ainda precisavam de horas e mais horas para contar todos os votos e esse processo atrasava os resultados. Por sorte, houve a criação da urna eletrônica e essa inovação surgiu para facilitar a vida dos eleitores e mesários nos dias de eleição.

Neste artigo vamos falar sobre a urna eletrônica e como ela revolucionou o nosso jeito de votar.


Como surgiu a Urna Eletrônica?

No interior de Santa Catarina, o juiz Carlos Prudêncio teve uma ideia revolucionária para a época: usar um computador para auxiliar nas votações. Como toda ideia inovadora, essa não foi bem recebida na época e o Tribunal Regional Eleitoral do estado a vetou. Entretanto, eles não contavam com a persistência do juiz.

Com a ajuda do irmão, que na época era dono de uma empresa de eletrônicos, ele fez um MVP da urna eletrônica e o testou fora do período eleitoral.

Quando as eleições presidenciais de 1989 chegaram, todo o país olhou para a cidadezinha de Brusque, no interior de Santa Catarina, que conseguiu apurar seus votos antes de todas as outras cidades do país usando a invenção de Carlos Prudêncio. Como o sistema não era oficial, houve uma recontagem de votos usando o método tradicional e, surpreendendo a todos, o resultado foi igual ao da invenção.

Contudo, foi só em 1994 que o TSE resolveu investir recursos para aprimorar a ideia e implementá-la em todo país.


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A equipe de especialistas que assumiu o projeto era formada por Paulo Nakaya, Osvaldo Imamura, Mauro Hashioka, Antonio Marcondes e Giuseppe Janino e o primeiro desafio que encontraram com a ideia inovadora foi torná-la simples. Aqui estamos falando do período dos anos 90, onde boa parte da população não estava familiarizada com os computadores.

O resultado do trabalho duro dessa equipe foi o Coletor Eletrônico de Voto (CEV), que mais tarde recebeu o já conhecido título de urna eletrônica. Pensando em como tornar a experiência simples para os eleitores, o dispositivo combina uma tela, teclado número e CPU na mesma máquina.

Em 1996 a urna eletrônica foi usada pela primeira vez, em 57 cidades do país. Na época havia uma tecla para quem quisesse votar em branco, mas para o voto em nulo era necessário digitar números que não correspondessem a nenhum candidato.

Com o tempo a urna eletrônica foi evoluindo, ganhou teclas com relevo, suporte para fones de ouvido, e, desde 2008, se estuda a possibilidade de usar a biometria no momento da votação.

Foi a colaboração e a participação dos cidadãos que tornou possível o surgimento da urna eletrônica, trazendo mais segurança e eficiência para as eleições nacionais.

Nat Almeida

Sobre o autor

Publicitária que escreve sobre criatividade na gestão pública e gosta de aleatoriedades. Responsável pelo blog do Colab e é amante de pães de queijo.